O nome é originário do mito grego das Amazonas, grupos de mulheres chamadas Amazonas que montavam a cavalo, manejavam o arco e a flecha com grande perícia e viviam sozinhas, nunca admitindo a presença dos homens nas suas terras. Os aventureiros que ousavam embrenhar-se em regiões desconhecidas, só de pensar que podiam encontrá-las, tremiam de medo, pois era certo e sabido que não escapariam com vida.
No ano de 1540 o espanhol Francisco Orellana fez uma viagem de exploração à América do Sul, e percorreu aquele grande rio que atravessava a mais misteriosa das florestas. Ao avistar nas margens grupos de índios com ar aguerrido e cabelos longos, julgou ter encontrado o reino das Amazonas de que tanto ouvira falar. E o nome ficou para o rio e para a floresta.
Como se pode perceber, a Amazônia, assim como todas as florestas, representa mistério, morada sagrada dos deuses, onde habita guerreiros, espíritos bons e maus, berço de seres lendários, com um folclore rico e forte. Quem nasce nesta região, cresce entre as matas e os enormes rios que são permeados de mitos e lendas, de histórias fantásticas que explicam a origem das coisas, que falam de valores humanos e explicam fenômenos sobrenaturais. Esses mitos, apesar de parecem distantes de nossa sociedade, estão vivos na cultura desta região, tanto que são motivos de grandes festivais folclóricos e temas de obras, músicas e poesias de vários artistas da terra.
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